Um ponto importante
dessa igreja é que nela há alguns jazigos, e era comum o sepultamento de corpos
ali, mas após o tombamento essa prática passou a ser proibida.
Segundo fontes
históricas, rezam lendas de que quando Tomar do Geru ainda era aldeia e a
cidade já estava sendo levada, a imagem de Nossa Senhora do Socorro apareceu
dentro de um gravatá no meio da mata, onde hoje é a igreja.
A imagem foi
encontrada pelos índios Kiriris e entregue aos padres jesuítas que a levaram
para onde estava sendo construída a cidade, as casas, a capela e o cemitério.
Mas à noite, a imagem voltava para a mata onde foi encontrada. Na manhã
seguinte, a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro era transportada. Foram
várias vezes levando e ela voltando, até que os padres decidiram construir uma
igreja e lá colocaram a imagem de onde nunca mais saiu.
Altar onde se encontra a Imagem de N.Sra. do Perpétuo Socorro.
Esta Igreja foi
usada pelos para a catequese dos índios, que àquela época ouviam os sermões de
pé. Depois foi que colocaram os bancos para que os fiéis se sentassem.
Após a palestra de
Ane, o nosso colega Denilton apresentou o seu seminário, também sobre a igreja,
seguido por algumas palavras do professor Lindvaldo. Saímos de lá por
volta das 12h e seguimos para Estância, almoçamos no Restaurante XPTO e depois
descansamos um pouco antes de seguir para a Fazenda Tejupeba.
Propriedade de Tejupeba
Igreja de Tejupeba. Foto: Katty Sá.
Chegamos na
Fazenda de Tejupeba às 15:03. Esta propriedade se encontra no município de Itaporanga D'Ajuda - SE. Após algumas fotos foi feita uma dinâmica
dividida em grupos: um ia para Igreja e outro ia pro Colégio de Jesuítas.
O que pudemos
notar desses dois prédios foi a grande depredação, e o total descaso do IPHAN
com relação aos dois. Muito diferente da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo
Socorro, que está muito bem cuidada, o colégio e a igreja estão caindo aos
pedaços, sua estrutura está muito acabada, tanto é que no pavimento superior do
Colégio dos Jesuítas só podiam subir cinco pessoas por vez e na Igreja apenas
duas. Além de que o colégio hoje é usado como depósito de rações e a igreja
está quase que completamente destruída por dentro, imagens e bancos foram
roubados, altares destruídos e se a proprietária da fazenda não retirasse o que
restou de lá também não sobraria nada.
Colégio dos Jesuítas. Foto: Stella Fernanda.
Jazigo encontrado na Igreja de Tejupeba. Foto: Stella Fernanda.
Após a dinâmica e
a observação dessa propriedade, tivemos apresentações de seminários de dois
colegas: Isaac e Amanda. Após a apresentação desses dois seguimos de volta para
a igreja para que Josineide pudesse falar um pouco sobre a propriedade de
Tejupeba, tema presente em sua monografia.
Saímos de lá por
volta das 16h rumo a Aracaju, devido à chuva.
Conclusão
A visita foi
bastante proveitosa, aprendemos muito a respeito do patrimônio de Sergipe, coisas
que nunca nem tínhamos ouvido falar e aprendemos na prática que nem todo bem
tombado é devidamente protegido e por muitas vezes é levado às ruínas por
descaso não apenas da população, mas também das autoridades cabíveis.
Nenhum comentário:
Postar um comentário