quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e Propriedade de Tejupeba

Turma de THS I. Foto: Antônio Lindvaldo.
Realizada no dia 10/08/13, a visita contou com a presença dos alunos graduandos em Lic. História pela Universidade Federal de Sergipe, Josineide Luciano Almeida Santos, que está terminando a sua graduação em história, também pela UFS e Ane Luise Mecenas Santos, doutoranda em História pela UNISINOS. A monitoria da visita foi feita por Antonio Lindvaldo Sousa, Professor Doutor da disciplina Temas de História de Sergipe I que junto com Ane e Josineide, nos auxiliou no que dizia respeito às informações dos locais e seus respectivos históricos.

Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Igreja de N. Sra. do Perpétuo Socorro. Foto: Stella Fernanda, 2013.
Chegamos a Geru por volta das 09h15min da manhã e seguimos para a Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, uma das mais belas e antigas igrejas de Sergipe. Tem este nome pelo fato da Santa ser a padroeira de Tomar do Geru. Após apreciarmos a igreja, nos sentamos para prestar atenção nas palavras de Ane Luise a respeito da igreja.
Segundo Ane, a igreja é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A igreja foi erguida em 1688, pelo padre Luiz Mamiani Della Rovere. Na porta existe a inscrição MDCLXXXVIII. O ouro e as figuras barrocas são marcantes em toda a sua estrutura.



Fotos do Interior da Igreja, detalhe para a grande presença do ouro. Foto: Stella Fernanda, 2013.
Um ponto importante dessa igreja é que nela há alguns jazigos, e era comum o sepultamento de corpos ali, mas após o tombamento essa prática passou a ser proibida.
Segundo fontes históricas, rezam lendas de que quando Tomar do Geru ainda era aldeia e a cidade já estava sendo levada, a imagem de Nossa Senhora do Socorro apareceu dentro de um gravatá no meio da mata, onde hoje é a igreja.
A imagem foi encontrada pelos índios Kiriris e entregue aos padres jesuítas que a levaram para onde estava sendo construída a cidade, as casas, a capela e o cemitério. Mas à noite, a imagem voltava para a mata onde foi encontrada. Na manhã seguinte, a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro era transportada. Foram várias vezes levando e ela voltando, até que os padres decidiram construir uma igreja e lá colocaram a imagem de onde nunca mais saiu.

Altar onde se encontra a Imagem de N.Sra. do Perpétuo Socorro.

Esta Igreja foi usada pelos para a catequese dos índios, que àquela época ouviam os sermões de pé. Depois foi que colocaram os bancos para que os fiéis se sentassem.
Após a palestra de Ane, o nosso colega Denilton apresentou o seu seminário, também sobre a igreja, seguido por algumas palavras do professor Lindvaldo. Saímos de lá por volta das 12h e seguimos para Estância, almoçamos no Restaurante XPTO e depois descansamos um pouco antes de seguir para a Fazenda Tejupeba.

Propriedade de Tejupeba

Igreja de Tejupeba. Foto: Katty Sá.

Chegamos na Fazenda de Tejupeba às 15:03. Esta propriedade se encontra no município de Itaporanga D'Ajuda - SE. Após algumas fotos foi feita uma dinâmica dividida em grupos: um ia para Igreja e outro ia pro Colégio de Jesuítas.
O que pudemos notar desses dois prédios foi a grande depredação, e o total descaso do IPHAN com relação aos dois. Muito diferente da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que está muito bem cuidada, o colégio e a igreja estão caindo aos pedaços, sua estrutura está muito acabada, tanto é que no pavimento superior do Colégio dos Jesuítas só podiam subir cinco pessoas por vez e na Igreja apenas duas. Além de que o colégio hoje é usado como depósito de rações e a igreja está quase que completamente destruída por dentro, imagens e bancos foram roubados, altares destruídos e se a proprietária da fazenda não retirasse o que restou de lá também não sobraria nada.
Colégio dos Jesuítas. Foto: Stella Fernanda.

Jazigo encontrado na Igreja de Tejupeba. Foto: Stella Fernanda.
Após a dinâmica e a observação dessa propriedade, tivemos apresentações de seminários de dois colegas: Isaac e Amanda. Após a apresentação desses dois seguimos de volta para a igreja para que Josineide pudesse falar um pouco sobre a propriedade de Tejupeba, tema presente em sua monografia.
Saímos de lá por volta das 16h rumo a Aracaju, devido à chuva.

Conclusão

A visita foi bastante proveitosa, aprendemos muito a respeito do patrimônio de Sergipe, coisas que nunca nem tínhamos ouvido falar e aprendemos na prática que nem todo bem tombado é devidamente protegido e por muitas vezes é levado às ruínas por descaso não apenas da população, mas também das autoridades cabíveis.





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